terça-feira, 30 de junho de 2015

A Música em Pinturas



"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas" (Johann Goethe). 


Pintura: Pierre August Renoir

Pintura: Steve Hanks


"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição." (Aristóteles)


Pintura: Delphin Enjolras

Pintura: Xue Yanqun

Pintura: Eugenio Zampighi


"A música expressa o que não pode ser dito em palavras mas não pode permanecer em silêncio." (Victor Hugo)


Pintura: Zhao Chun


"Cantem e dancem juntos, e sejam felizes. Mas sejam como as cordas de um alaúde, que, embora vibrem com a mesma música, são independentes." (Khalil Gibran)


Pintura: Caravaggio


"Quem ouve música, sente a sua solidão povoada de repente." (Browning)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cinerária




Coloridas e cheias de charme são as flores da Cinerária.

O seu nome deriva do latim Cinerarium e significa “de cinzas, das cinzas” e são originárias das Ilhas Canárias.


Foto: www.1zoom.net

Foto: wallpaperscraft.com

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Pertencem à família Asteraceae. O seu nome científico é Senecio cruentus. O género Senecio apresenta cerca de 3.000 espécies, incluindo suculentas, perenes, anuais, aquáticas, arbustos, trepadeiras e pequenas árvore.


Foto: hdwyn.com

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São plantas perenes de caule curto, as suas inflorescências são erectas e muito ramificadas sendo compostas por muitas flores de cores vivas.


Foto: wallpaperscraft.com

Foto: www.1zoom.net

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As flores da cinerária podem ser de diversas cores, desde o azul, vermelho, rosa, branco, violeta. O centro é de cor contrastante, podendo ser bicolor. Podem ser utilizadas em canteiros, maciços, vasos e bordaduras.


Foto: www.hdwallpapers.in

Foto: wallpaperscraft.com


Solo: Deve ser bem drenado e rico em matéria orgânica.

Regas: Regulares. Manter o solo um pouco húmido mas sem regar em excesso. Nas plantas de interior o vaso deve ser colocado sobre um prato com água para a planta a absorver, evitando assim molhar as folhas.

Luz e Temperatura: Devem ser cultivadas sob meia-sombra, evitando a exposição à luz solar directa. Quando se encontram no interior devem ser colocadas junto às janelas ou varandas.


Foto: www.1zoom.net

Foto: www.1zoom.net


São flores graciosas que adornam na perfeição os vasos e jardins. Na época da floração são um maravilhoso espectáculo de beleza e cor.


Foto: www.1zoom.net


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.mundodeflores.com/; http://www.loja.jardicentro.pt/; http://en.wikipedia.org/; http://www.floresnaweb.com/; http://www.plantasonya.com.br/; www.photos-public-domain.com; wallpaperscraft.com; www.1zoom.net; hdwyn.com, outros net.

domingo, 28 de junho de 2015

Um Caminho de Palavras - Poema de António Ramos Rosa



Tudo o que sei, já lá está, mas não estão os meus
passos nem os meus braços. Por isso caminho,
caminho, porque há um intervalo entre tudo e
eu, e nesse intervalo caminho e descubro o meu caminho.

Mas entre mim e os meus passos há um intervalo
também: então invento os meus passos e o meu próprio
caminho. E com as palavras de vento e de pedras,
invento o vento e as pedras, caminho um caminho de palavras.

Caminho um caminho de palavras
(porque me deram o sol)
e por esse caminho me ligo ao sol
e pelo sol me ligo a mim
E porque a noite não tem limites
alargo o dia e faço-me dia
e faço-me sol porque o sol existe

Mas a noite existe
e a palavra sabe-o.

António Ramos Rosa,
in "Sobre o Rosto da Terra"




sábado, 27 de junho de 2015

Feliz Aniversário Fábio



Hoje a estrela do dia é o Fábio que é aniversariante.

Para ti eu desejo um dia muito Feliz e que todos os teus dias sejam sempre repletos de Saúde, Amor, Paz e Alegria.


"A alegria evita mil males e prolonga a vida" (William Shakespeare) 


Beijinhos de todos nós



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Papagaio de papel




Deixem-no lá, deixem-no lá, o papagaio!
Deixem-no lá, bem preso à terra,
vibrando!

Aos arranques,
a fazer tremer a terra,
a querer voar
pelo ar
até pertinho do Céu…

Deixem-no lá, deixem-no lá, o papagaio!
Deixem-no lá viver a sua inquietação
e ser verdade aquela ânsia
de fugir.
Não lhe cortem o cordel!
Poupem o papagaio à dor enorme
de cair,
papel inútil, roto, pelo chão.

Não lhe ensinem,
ao pobre papagaio de papel,
que a sua inquietação
é a única força que ele tem.

Deixem-no lá,
naquela ânsia de fuga,
no sonho (a que uma navalha
pode dar o triste fim)
de fazer ninho no Céu:
Sempre anda longe da terra, assim,
o comprimento do cordel…

Deixem-no lá, deixem-no lá,
o papagaio de papel!...

Sebastião Gama



Tão longe a estrela - Poema de Saul Dias




Tantas horas a querer
pendurar um poema
numa estrela...

Um poema,
isto é uma fala
murmurada baixinho,
escondida num papel dobradinho.
Um recado
balbuciado a medo.
Um segredo
que o Poeta
quer e não quer revelar
como a coisa mais bela.

Tão longe a estrela!...

- Não teimes mais, Poeta!
Desiste de a alcançar!

Saúl Dias



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Visita à Torre de Belém




No fim de semana em que fomos ver a Festa do Japão andámos a passear um pouco por Belém, e uma das nossas paragens foi para visitar a Torre de Belém. Um dos monumentos emblemáticos de Lisboa, foi classificada como Património Mundial pela UNESCO, desde 1983.





A Torre de Belém ou Torre de S. Vicente (em honra de S. Vicente, o Santo Padroeiro de Lisboa), foi construída entre 1514 e 1520, sob o reinado de Manuel I de Portugal, para defesa da barra do Tejo e da cidade de Lisboa. O seu arquitecto foi Francisco de Arruda.






É extraordinária a sua decoração exterior, podemos apreciar cordas e nós esculpidos em pedra, a cruz da ordem de Cristo e vários elementos naturalistas alusivos às navegações.


 


Entrámos passando a ponte levadiça ...




A nossa visita começou pelo baluarte, ou casamata,  uma sala de forma arredondada, onde em toda a volta se colocavam canhões junto às aberturas que dão para o rio.


Baluarte, sala dos canhões


 



Descemos umas escadas e fomos dar a umas salas que ficam por baixo do terraço do baluarte, era o paiol da torre. Têm tecto muito baixo, serviam para guardar a pólvora e os mantimentos. Junto ao paiol existiam as masmorras, locais escuros e húmidos, que a partir das invasões Filipinas, passaram a servir de prisão política.




Voltámos à zona da recepção e subimos as escadas até ao Terraço do Baluarte.




O terraço tem à sua volta seis guaritas, no vértice das faces do polígono, com janelas de vigia e cúpula de gomos, viradas para o Tejo. As ameias estão decoradas com escudos de pedra que têm a cruz de Cristo em relevo.






No Terraço encontra-se o mecanismo da ponte levadiça.




Daqui dá para admirar a belíssima fachada da Torre que está virada para o Tejo. Ao centro, está um parapeito de face virada para o mar com a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, também conhecida por Nossa Senhora das Uvas. A imagem da Nossa Senhora destinava-se a desejar boa sorte a todos os que partiam para as descobertas.




Saímos do terraço do baluarte e começamos a subir a Torre. A primeira sala é a Sala do governador, é assim chamada, provavelmente, pelo facto de ter aqui existido, em 1521, um cargo de Governador da Torre de Belém, desempenhado por Gaspar de Paiva. Nos cantos da sala estão duas passagens bem estreitas que dão acesso às guaridas de Nordeste e Noroeste.







As escadas para os pisos superiores são em caracol e muito estreias, dificilmente passam duas pessoas, por isso existe um sinalizador luminoso que indica quando podemos subir ou descer. A Sala dos Reis, é a  2ª sala da Torre, com tecto elíptico e fogão ornamentado.




Através desta sala tem-se acesso a um varandim todo trabalhado com sete arcos. A vista é magnífica.






No terceiro piso encontra-se a Sala das Audiências, era utilizada como sala de reuniões. Junto ás janelas, de um e de outro lado da parede, encontram-se bancos em pedra. Existe também uma lareira. Na parede sul deste compartimento, estão duas janelas com balaustrada.






Capela, é a 4ª sala da torre. Tem apenas duas janelas altas, sentindo-se um ambiente próprio à oração.

Continuando a subir as escadas vamos finalmente até ao Terraço da Torre. Uma ampla vista aguarda-nos.






A nossa visita estava a terminar, esperámos que o sinal para descer ficasse verde e depois foi descer as escadas.





Para mais informações consulte o site oficial da Torre de Belém.





Texto Explicativo:  "wikipedia"; "igespar"; http://www.patrimoniocultural.pt/; "torrebelem";
Fotos: Pessoais